CRÍTICAS: Para fazer parte da "Sociedade Chowder", é preciso saber contar uma boa história de fantasmas. Não importa se ela realmente aconteceu, mas o modo como ela será narrada aos outros membros. Assim, durante décadas, essa sociedade, criada por quatro amigos - Ricky Hawthorne (Fred Astaire), John Jaffrey (Melvyn Douglas), Sears James (John Houseman) e Edward Wanderly (Douglas Fairbanks) -, tem o costume de marcar encontros à Lua Cheia, acompanhados de muita bebida e charuto, sob a luz de poucas velas, para contar histórias do além-túmulo. Mas, a pior história não iria sair de seus lábios...
Na cidade de Nova Iorque, um homem, David Wanderly (Craig Wasson), atira-se de uma janela de um alto edifício residencial após encontrar em sua cama uma mulher com um belo corpo, mas com um rosto cadavérico. Próximo dali, seu irmão gêmeo, Don (Craig Wasson), acorda de um pesadelo e decide procurar seu pai, Edward Wanderly. numa pequena cidade da Nova Inglaterra, em busca de respostas sobre a morte de David. Acreditando num possível assassinato - já que seu rico irmão não teria motivo para se suicidar -, Don vasculha a casa de seu pai e encontra uma velha fotografia bastante reveladora: Ricky, John, Sears e Edward estão posando próximos a uma bela e misteriosa mulher, alguém que ele conhecera há pouco tempo, mas fez questão de esquecer.
Antes que possa entender a morte do irmão, Don ainda sofre mais uma perda: seu pai se joga de uma ponte após um encontro fatal com a mesma aparição que vitimou David. Pouco a pouco, a "Sociedade Chowder" vai perdendo seus membros, vítimas de uma vingança sobrenatural, de um passado que os quatro amigos esqueceram de enterrar. Só resta a Don uma atitude: contar sua história assustadora e entrar de vez para o seleto grupo a fim de solucionar esse mistério.
"Histórias de Fantasmas" apresenta uma produção de horror à moda antiga: bons cenários como o casarão abandonado com seu estilo gótico e mórbido; uma aterrorizante atmosfera causada pelas fortes tempestades de neve - que orquestram o mistério e a claustrofobia; um bom enredo - no melhor estilo das histórias em quadrinhos de terror sobre fantasmas vingativos -; e, sem dúvida nenhuma, o excelente elenco, liderado por quatro grandes atores já falecidos, tendo como destaque Fred Astaire, em seu último filme, como o sublime Ricky Hawthorne.
Craig Wasson (Dublê de Corpo) também está bem em seu duplo papel, principalmente como o apaixonado Don. Porém, sua interpretação não se compara a Alice Krige, que é, sem dúvida alguma, o maior destaque do filme. È impressionante o quanto ela consegue transmitir o medo com um simples olhar - tanto que não havia necessidade de usar a maquiagem para transformá-la em uma morta-viva - e convencer o espectador como a enigmática Alma Mobley e como a inocente Eva Galli.
Sem a intenção de estragar a surpresa do leitor, é necessário mencionar a cena mais assustadora de "Histórias de Fantasmas", num dos momentos mais marcantes do cinema de horror: no casarão abandonado, após cair da escada e quebrar a perna, Don fica impossibilitado de se locomover, enquanto aguarda o retorno de seu acompanhante que saiu para buscar ajuda. Eis, que surge no andar superior, vestida de noiva, o espectro de Eva/Alma. No mais absoluto silêncio, Don sente um calafrio e começa a ouvir a cauda do vestido sendo arrastada pelo chão, a passos extremamente lentos. A câmera focaliza apenas a roupa branca e o sofrimento do rapaz que sabe que o fantasma se aproxima. Ao aproximar-se, ela diz:
Na cidade de Nova Iorque, um homem, David Wanderly (Craig Wasson), atira-se de uma janela de um alto edifício residencial após encontrar em sua cama uma mulher com um belo corpo, mas com um rosto cadavérico. Próximo dali, seu irmão gêmeo, Don (Craig Wasson), acorda de um pesadelo e decide procurar seu pai, Edward Wanderly. numa pequena cidade da Nova Inglaterra, em busca de respostas sobre a morte de David. Acreditando num possível assassinato - já que seu rico irmão não teria motivo para se suicidar -, Don vasculha a casa de seu pai e encontra uma velha fotografia bastante reveladora: Ricky, John, Sears e Edward estão posando próximos a uma bela e misteriosa mulher, alguém que ele conhecera há pouco tempo, mas fez questão de esquecer.
Antes que possa entender a morte do irmão, Don ainda sofre mais uma perda: seu pai se joga de uma ponte após um encontro fatal com a mesma aparição que vitimou David. Pouco a pouco, a "Sociedade Chowder" vai perdendo seus membros, vítimas de uma vingança sobrenatural, de um passado que os quatro amigos esqueceram de enterrar. Só resta a Don uma atitude: contar sua história assustadora e entrar de vez para o seleto grupo a fim de solucionar esse mistério.
"Histórias de Fantasmas" apresenta uma produção de horror à moda antiga: bons cenários como o casarão abandonado com seu estilo gótico e mórbido; uma aterrorizante atmosfera causada pelas fortes tempestades de neve - que orquestram o mistério e a claustrofobia; um bom enredo - no melhor estilo das histórias em quadrinhos de terror sobre fantasmas vingativos -; e, sem dúvida nenhuma, o excelente elenco, liderado por quatro grandes atores já falecidos, tendo como destaque Fred Astaire, em seu último filme, como o sublime Ricky Hawthorne.
Craig Wasson (Dublê de Corpo) também está bem em seu duplo papel, principalmente como o apaixonado Don. Porém, sua interpretação não se compara a Alice Krige, que é, sem dúvida alguma, o maior destaque do filme. È impressionante o quanto ela consegue transmitir o medo com um simples olhar - tanto que não havia necessidade de usar a maquiagem para transformá-la em uma morta-viva - e convencer o espectador como a enigmática Alma Mobley e como a inocente Eva Galli.
Sem a intenção de estragar a surpresa do leitor, é necessário mencionar a cena mais assustadora de "Histórias de Fantasmas", num dos momentos mais marcantes do cinema de horror: no casarão abandonado, após cair da escada e quebrar a perna, Don fica impossibilitado de se locomover, enquanto aguarda o retorno de seu acompanhante que saiu para buscar ajuda. Eis, que surge no andar superior, vestida de noiva, o espectro de Eva/Alma. No mais absoluto silêncio, Don sente um calafrio e começa a ouvir a cauda do vestido sendo arrastada pelo chão, a passos extremamente lentos. A câmera focaliza apenas a roupa branca e o sofrimento do rapaz que sabe que o fantasma se aproxima. Ao aproximar-se, ela diz:
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